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DISLIPIDEMIA – Resumo PCDT

janeiro 23, 2025 | by dantepaiva@gmail.com

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INTRODUÇÃO

A dislipidemia é um fator de risco cardiovascular relevante, pelo desenvolvimento da aterosclerose. Na aterogênese, o papel do colesterol total, particularmente o contido nas partículas de lipoproteínas de baja densidade (LDL, do Inglês low density lipoproteins), o LDL-C, foi constatado em uma série de estudos observacionais e experimentais das últimas décadas, passando por estudos pré-clínicos, patológicos, clínicos e genéticos, em diferentes populações. Os trabalhos iniciais relacionaram o colesterol total com doença arterial coronariana (DAC).

Outra situação clínica, não cardiovascular, associada à dislipidemia, particularmente à hipertrigliceridemia, é a pancreatite aguda. Níveis de triglicerídeos maiores do que 500 mg/dL podem precipitar ataques de pancreatite aguda, embora a patogênese da inflamação não seja clara. Um estudo estimou que hipertrigliceridemia foi a etiologia da pancreatite aguda entre 1,3%3,8% dos casos de pancreatite. Estudos observacionais de base populacional conduzidos no Brasil  revelam prevalências de dislipidemia de 43% a 60%. Logo, dada sua elevada frequência na população geral, o diagnóstico e tratamento adequados da dislipidemia são majoritariamente de responsabilidade da Atenção Pimária. Assim, a identificação da dislipidemia em seu estágio inicial e o encaminhamento ágil e adequado para o atendimento especializado dão à Atenção Primária um caráter essencial para um melhor resultado terapêutico e prognóstico dos casos.

CID-10

  • E78.0 Hipercolesterolemia pura
  • E78.1 Hipertrigliceridemia pura
  • E78.2 Hiperlipidemia mista
  • E78.3 Hiperquilomicronemia
  • E78.4 Outras hiperlipidemias
  • E78.5 Hiperlipidemia não especificada
  • E78.6 Deficiências de lipoproteínas
  • E78.8 Outros distúrbios do metabolismo de lipoproteínas

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de dislipidemia baseia-se na dosagem dos lipídios séricos: colesterol total, HDL-C e triglicerídeos. A dosagem direta do LDL-C não é necessária, podendo o cálculo ser feito por meio da fórmula de Friedewald [LDL-C = (colesterol total [CT] – HDL-C) – (triglicerídios [TG]/5)], quando o valor dos triglicerídeos for inferior a 400 mg/dL. Para os casos em que o nível dos triglicerídeos for superior a 400 mg/dL, utiliza-se como critério o colesterol não HDL [não HDL-C = CT – HDL-C], cujo alvo é 30 mg/dL acima do alvo de LDL-C (isto é, para pacientes  cujo  LDL-C  alvo  for  100  mg/dL,  o  alvo  de  não  HDL-C  será  130 mg/dL). Para o diagnóstico e a detecção dos pacientes sob risco de desenvolvimento de eventos cardiovasculares, o primeiro passo é a identificação dos que já apresentam manifestação da doença (i.e., doença arterial coronariana e periférica, insuficiência cardíaca isquêmica, ataque isquêmico transitório ou acidente vascular cerebral isquêmico). Esses pacientes têm elevado risco de novos eventos. Para os pacientes sem manifestação prévia da doença, o Escore de Risco de Framingham é uma das ferramentas mais aceitas e utilizadas pela comunidade científica médica.

TRATAMENTO

O tratamento da dislipidemia tem por objetivo final a redução de eventos cardiovasculares, incluindo mortalidade, bem como a prevenção de pancreatite aguda associada à hipertrigliceridemia grave. Tradicionalmente, o tratamento buscava atingir níveis de LDL abaixo de 100 mg/dL ou de triglicerídeos abaixo de 150 mg/dL9,10 ; mais recentemente, a prioridade passou a ser a redução do risco cardiovascular do paciente. Vale dizer que, para se avaliar o risco cardiovascular do paciente, a busca de níveis de colesterol isoladamente já não é critério suficiente. Neste Protocolo, o risco cardiovascular do paciente é critério de inclusão no tratamento.

  • TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO – Aspecto fundamental no tratamento da dislipidemia são as medidas não medicamentosas direcionadas não somente à redução dos níveis de lipídios séricos, mas também a outros fatores de risco cardiovascular. A conduta não medicamentosa deve ser recomendada a todos os pacientes com dislipidemia, incluindo, no mínimo, terapia nutricional, exercícios físicos e cessação do tabagismo.
  • TRATAMENTO MEDICAMENTOSO – O grupo das estatinas, a classe dos fibratos e o ácido nicotínico, estes tratamentos estão incorporados ao SUS. Também temos os medicamentos Alirocumabe e Evolocumabe que são Inibidores de Pró-Proteína Convertase Subtilisina/Quexina do tipo 9 (PCSK9) e ainda não foram incorporados ao tratamento pelo SUS.

Lista Completa dos Medicamentos e suas Apresentações do PCDT de DISLIPIDEMIA:

  • Atorvastatina cálcica: comprimidos de 10, 20, 40 e 80 mg.
  • Pravastatina sódica: comprimidos de 10, 20 e 40 mg.
  • Sinvastatina: comprimidos de 10, 20 e 40 mg.
  • Bezafibrato: comprimidos e drágeas de 200 mg e comprimidos de desintegração lenta de 400 mg.
  • Ciprofibrato: comprimidos de 100 mg.
  • Etofibrato: cápsulas de 500 mg.
  • Fenofibrato: cápsulas de 200 mg e cápsulas de liberação retardada de 250 mg.
  • Genfibrozila: comprimidos de 600 e 900 mg.
  • Ácido nicotínico: comprimidos de 500 mg.

Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/pcdt/arquivos/2022/portaria-conjunta-no-08-pcdt-dislipidemia.pdf

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